A alegria e o medo de ser pai.

     Fala pessoal, como estão as coisas? Espero que estejam todos bem e com saúde.

    Hoje quero falar um pouco sobre a paternidade, sobre como tem sido as coisas pra mim e como estou lidando com tudo isso.

    Primeiramente, meu filho não esta comigo e sim na casa de minha sogra, o que torna tudo mais fácil pois não estou tendo grande parte das responsabilidades. Sei que não estou fazendo o papel de cuidar dele, mas a verdade é que eu penso no melhor para ele. Eu mal cuido de mim corretamente, trabalho durante o dia das 7:30 as 16:30 e no caso, meu sogro é aposentado, minha sogra não trabalhava formalmente e minha cunhada é autônoma portanto às vezes esta em casa e consegue auxiliar um pouco minha sogra. Além disso, minha sogra desde o inicio cuidou dele e com a perda da filha, se apegou demais a ele e não queria ficar longe dele, vive falando que a filha disse que ela cuidaria dele e que agora não precisa tomar mais remédios para dormir. Eu até poderia cuidar dele, mas teria de contratar alguem para ficar junto durante o dia cuidando ou deixá-lo em creche e ambas situações acho desnecessário levando o contexto de como tudo ocorreu e esta acontecendo.

    Assim sendo, agendei uma audiência de conciliação e estipulei a guarda compartilhada, de forma que ambos ficariamos responsáveis pelo meu filho. Desde o inicio, pago R$ 800,00 de pensão, além de sempre levar coisas para ele, sei que não é muito mas com a pensão por morte estipulada de R$ 1.100,00 mais o valor que estou pagando da pra custear os gastos do meu filho e ainda sobra. O mais importante pra mim é ele estar bem amparado, hoje esta tomando do melhor leite, tem fralda de sobra, já tem tudo o que precisa pra um bebê, muitas roupas, berço, berço portátil, babá eletronica, cômoda e etc. 

   Todos os fins de semana, retorno para cidade onde minha mãe, minha sogra e meu filho residem e vejo ele. É uma alegria imensa ficar com ele, ver a evolução tão rápida de um bebê. Esse último fim de semana, ele estava no colo de minha mãe e de todas as maneiras que ela o segurava ele estava incomodado, peguei ele no colo e ele dormiu quase que imediatamente. É muito gostoso passar o tempo com ele e o tempo passa muito rápido.

    Vejo que hoje, minha missão é cuidar para que ele se torne uma boa pessoa, alguém que venha ao mundo para melhorá-lo. Sei que nunca vou conseguir suprir a falta de uma mãe, que por sinal essa mesma falta me faz chorar todos os dias. É uma dor imensa, fez três meses e ainda sinto uma tristeza enorme, tem sido o maior problema essa saudade.

    Ainda assim, surgiram novos desafios entre eles a gestão financeira do capital do meu filho. Minha companheira tinha seguros de vida devido ao trabalho e acabou ficando um dinheiro razoável para o meu filho. Minha intenção é cuidar para que esse patrimônio cresca e que pelo menos financeiramente ele esteja bem amparado. Talvez eu não consiga chegar a IF tão cedo, mas creio que ele tem total capacidade para ter esse benefício e ter o poder de escolher o caminho da vida que irá trilhar. Pretendo educá-lo financeiramente para que tenha uma vida tranquila, para que entenda que o real valor das coisas não esta no dinheiro e sim nas pessoas e experiências.

    Depois de tudo isso que aconteceu, acabei por fazer um seguro de vida pra mim também no valor de R$ 300.000,00. Se merdas acontecem, pelo menos meu filho vai estar amparado caso o velho dele de 32 anos morra. O fato é que nunca sabemos o que pode acontecer, sempre vivi como se nunca fosse morrer e essa doença mostrou que eu posso morrer a qualquer momento, minha companheira faleceu aos 30 anos de idade, sem se quer ver o filho e eu fiquei mal a ponto de fazer um vídeo, prevendo que talvez eu viesse a morrer.

    Tenho muito medo de sair na rua, medo de ir ao mercado, medo de tudo. Apesar de estar vacinado, meu filho que vai fazer 4 meses não esta devidamente protegido. Se alguma coisa acontecer com ele por minha culpa, não sei o que eu faria é um fardo tao pesado que acho que não aguentaria. Mesmo assim, meu trabalho esta querendo voltar ao atendimento presencial e isso me da um certo pavor, ainda mais com todas as variantes.

    De toda maneira, contínuo seguindo em frente. Espero que as coisas melhorem, que criem um modo para imunizar as crianças e bebês e eu por outro lado vou tentar ficar o mais longe possível de pessoas.


Grande abraço a todos.

Rumo a IF!

Comentários

  1. Olá Rumo a IF!

    Eu acredito que a volta ao trabalho presencial talvez não seja tão ruim, você teve um ano muito difícil e o isolamento pode piorar a sua angústia e o medo de morrer. Normalmente a gente nunca pensa na morte até que acontece algo do tipo como perder alguém próximo, mas é preciso superar e recuperar a alegria, aproveite o máximo de tempo com seu filho, essa fase passa rápido e é muito legal ver o crescimento, vai te alegrar também.

    Abraços e que Deus te abençoe!

    ResponderExcluir
  2. Rumo a IF,

    Você passa por um momento difícil, mas é bom saber que está ciente do seu papel e buscando ser um ótimo pai.

    Tenho certeza que sua esposa está orgulhosa do pai que deu a filho.

    Abraços,
    Pi

    ResponderExcluir
  3. Você é um irresponsável isso sim! Não consegue prover segurança e tranquilidade para sua familia, com "medo" Ah vai tomar no cu cara, vira homem! Te orienta.

    Pelas suas palavras, fica claro que falta testosterona para você.

    - Coma mais carne.
    - Puxe pesos
    - Tome sol

    Seja um exemplo de força e segurança para sua familia, um pilar onde eles podem confiar. Como é que teu filho vai crescer com um pai cagão igual você cara? Seu irresponsável.

    A criança vai crescer traumatizada, com medo de tudo e todos, e virar um adulto fraco, mediocre.

    To puto.

    ResponderExcluir

Postar um comentário